como não amar esses dois lindos?
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus resolvem se encontrar... ♥
hoje aconteceu uma coisa linda: Mallu me olhou nos olhos pela primeira vez. e sorriu, terna e carinhosamente, sorriu. pela primeira vez ela me reconheceu como outro ser - e não uma extensão dela própria - e isso é tão bonito quanto assustador.
aqui começa uma pequena crise, o fim do período simbiótico. vem acompanhada de:
- briga com o peito na hora de mamar: empurra, chora, resmunga, até que aceita e mama.
- o sono tá começando a regular (dorme 22h/23h, acorda 4h/5h pra mamar, dorme e acorda 6h/7h e depois só vai dormir depois de algumas horinhas).
- nada tá bom, nem colo, nem berço, nem carrinho. fica irritada aparentemente sem motivos.
ela está com 2 meses e 17 dias e o seu desenvolvimento tá assim:
- balbucia praticamente o dia todo. "guiii", "anguu", "ééé", "aaaii", "ahhhh"... é lindo!
- ri sempre que interagimos com ela
- tá começando a reconhecer os pézinhos, fica um tempão olhando pra eles super concentrada
- chupa bastante as mãozinhas e ainda não tem controle delas direito, se assusta quando faz algum movimento brusco que não esperava
- fica mais tempo dormindo no carrinho ou no berço (ainda é pouco tempo, mas já é uma mudança enorme já que antes era colo 24hrs por dia, até pra dormir tinha que ser em cima da minha barriga ou do pai dela)
- e, claro, me olha nos olhos ♥
continuamos com a amamentação exclusiva em livre demanda, a cama compartilhada, o colo sempre que ela tem necessidade... e a casa bagunçada, a mamãe descabelada, hahaha. embora às vezes seja muuuuito cansativo, vale muito a pena! é uma recompensa maravilhosa ver minha pequena se desenvolvendo tão bem, tão feliz, tão risonha.
e o amor? o amor tá maior que nunca!
aqui começa uma pequena crise, o fim do período simbiótico. vem acompanhada de:
- briga com o peito na hora de mamar: empurra, chora, resmunga, até que aceita e mama.
- o sono tá começando a regular (dorme 22h/23h, acorda 4h/5h pra mamar, dorme e acorda 6h/7h e depois só vai dormir depois de algumas horinhas).
- nada tá bom, nem colo, nem berço, nem carrinho. fica irritada aparentemente sem motivos.
ela está com 2 meses e 17 dias e o seu desenvolvimento tá assim:
- balbucia praticamente o dia todo. "guiii", "anguu", "ééé", "aaaii", "ahhhh"... é lindo!
- ri sempre que interagimos com ela
- tá começando a reconhecer os pézinhos, fica um tempão olhando pra eles super concentrada
- chupa bastante as mãozinhas e ainda não tem controle delas direito, se assusta quando faz algum movimento brusco que não esperava
- fica mais tempo dormindo no carrinho ou no berço (ainda é pouco tempo, mas já é uma mudança enorme já que antes era colo 24hrs por dia, até pra dormir tinha que ser em cima da minha barriga ou do pai dela)
- e, claro, me olha nos olhos ♥
continuamos com a amamentação exclusiva em livre demanda, a cama compartilhada, o colo sempre que ela tem necessidade... e a casa bagunçada, a mamãe descabelada, hahaha. embora às vezes seja muuuuito cansativo, vale muito a pena! é uma recompensa maravilhosa ver minha pequena se desenvolvendo tão bem, tão feliz, tão risonha.
e o amor? o amor tá maior que nunca!
segunda-feira, 18 de março de 2013
#mãeíndia
você luta por um parto normal e te acham louca e irresponsável. nossa, foi de cócoras? tá pensando que é índia.
amamenta em livre demanda então só pode ter algum problema com seu leite, com você ou com o bebê.
decide pela amamentação exclusiva até os 6 meses, sem água e sem chás, te acham uma bruxa malvada com o próprio filho.
dá colo, carinho e segurança em tempo integral e vai todo mundo te dizer que tá mal-acostumando a criança e que ela precisa de limites.
se faz cama compartilhada então, putaquepariu! vai sufocar/traumatizar/enlouquecer o pobre do bebê.
isso porque cada uma dessas coisas é comprovada cientificamente como o melhor pra mãe e pro filho, hein?! imagina se fosse só achismo porque 'todo mundo fez assim e ninguém morreu'...
não pelos choros, pelo cansaço ou pelas noites em claro, mas por tudo isso é que vi que realmente ser mãe é padecer no paraíso (o paraíso da paciência e da cara de alface).
espera só quando descobrirem que seu bebê vai passar bons anos sem saber o que é comer porcarias cheias de sódio e açúcar... VIIIIISH!
quinta-feira, 14 de março de 2013
A importância da gestação, do nascimento e da 1a. infância na vida do seu filho
A importância da gestação, do nascimento e da 1a. infância na vida do seu filho
um vídeo maravilhoso, com o Dr. José Martins Filho, muito humano e esclarecedor.
um vídeo maravilhoso, com o Dr. José Martins Filho, muito humano e esclarecedor.
quarta-feira, 13 de março de 2013
primeiros 2 meses e meu pós parto
queria ter feito esse post (e alguns outros) há muito tempo, mas como vocês sabem a correria aqui é grande! quase não tenho tempo pra nada!
contar como foram os primeiros meses da minha filhota é mais difícil do que pensei, porque parece que tem muito mais tempo que ela tá aqui comigo alegrando meus dias e fazendo de mim uma pessoa melhor. mas vamos lá:
Primeiro dias: a primeira noite que passamos no hospital, logo depois dela nascer, foi super tranquila. estávamos as duas exaustas e dormimos a noite toda. só acordava quando o enfermeiro vinha fazer a massagem pra voltar o útero pro lugar e conferir se estava tudo bem.
no outro dia sempre vinham aferir minha pressão, ver a temperatura e conferir a volta do útero pro lugar o sangramento. sempre com muito respeito e carinho. era tão bem tratada lá que, quando tive algum incômodo como cólica ou dor nos pontos, nem precisei pedir e logo me trouxeram alívio.
tivemos que passar mais uma noite lá porque o parto aconteceu de madrugada e porque minha gestação era de alto risco devido à diabetes gestacional. nessa segunda noite Mallu já estava mais agitadinha, e o pai dela (que ficou ao nosso lado desde que demos entrada no hospital até sairmos) passou boas horas ninando a pequena pelos corredores.
já no hospital percebi que algo que me incomodaria muito seriam os palpites... uma senhora que acompanhava uma mãe que estava ao meu lado na enfermaria toda hora vinha palpitar em alguma coisa e tudo que eu fazia estava errado aos olhos dela. isso me irritava e me deixava nervosa e receosa.
desde o primeiro banho e a primeira troca do curativo do umbiguinho quem cuidou fui eu, as enfermeiras ensinavam como fazer com toda paciência e nos passavam muita segurança.
enfim, quando chegamos em casa eu estava exausta. bateu um desespero, um medo de não saber o que fazer dali pra frente, de não ser boa o suficiente. meu marido estava radiante de felicidade e por mais que me sentisse feliz também sentia tanto medo...
as primeiras noites foram cruéis, rs. Mallu ainda estava se alimentando só do colostro, meus peitos estavam rachados e doendo muito e não tínhamos acertado a pega correta. ela não dormia nada durante a noite e, meu marido e eu, revezávamos para niná-la pois só assim se acalmava.
no 4º dia de vida da minha pequena me bateu uma deprê horrível. tinha recebido uma visita no dia anterior que falou mal desde a manta que a menina estava usando até se intrometer em onde e como ela dormia. isso me deixou muito nevosa e desabei. me sentia incapaz de cuidar da minha filha, liguei pra minha mãe aos prantos e pedi que viesse cuidar um pouco de nós. ela veio e trouxe uma tia, cuidaram da casa, da comida e um pouquinho da Mallu pra que eu pudesse descansar. meu marido viu que eu não estava bem e me deu o apoio que eu precisava. no fim do dia eu estava bem melhor e o leite tinha 'descido'! era maravilhoso amamentar minha pequena e saciá-la com meu leite.
no 5º dia levei Mallu pra fazer o teste do pézinho e a enfermeira, super grossa durante todo o procedimento, disse que parecia que Mallu tava com icterícia séria e que eu precisava voltar com ela pro hospital. por um momento me desesperei: já imaginei que minha pequena ficaria internada e não quis levá-la. esfriei a cabeça e decidi levá-la no pediatra no outro dia só por desencargo de consciência.
levei e o pediatra disse que era icterícia tardia e não faria mal à ela, que precisava apenas de banho de sol e muito leite materno. dei banhos com chá de picão também, recomendações das avós, rs. insistiam pra que eu desse o chá pra Mallu beber mas fui firme e não dei.
Primeiros meses: o umbiguinho dela caiu com 8 dias e ficou lindamente cicatrizado! com 14 dias passou das fraldas RN pra P. aos poucos fomos nos sintonizando, nos conhecendo, e a relação que tenho com minha filha é maravilhosa. temos uma conexão incrível!
Mallu não tem rotina pra dormir, pra mamar, pra nada. estou 24hrs por conta dela e é dedicação total e exclusiva. amamento em livre demanda e amo!
no primeiro mês Mallu teve poucas cólicas e quase não deu trabalho nesse sentido. ela começou a rir pra gente, acompanhar o móbile com os olhos e não gostava mais de ficar deitada no colo. com 42 dias fomos ao pediatra e ela tava com 55cm e 4,600kgs! cresceu e engordou bastante :) ela ficou com conjuntivite química por causa do colírio de nitrato de prata e isso me deixa chateadíssima por não ter insistido mais pra que não pingassem nela depois do nascimento.
agora com 2 meses tá cada vez mais esperta, é suuuuuuper risonha, fica balbuciando "guiii", "aguu", "ééé", "aiii" e eu derreto hahaha.já não fica deitada no colo de jeito nenhum, só em pé! sustenta a cabecinha por um bom tempo e tá começando a ficar durinha. presta atenção em tudo e me procura com os olhos quando brinco de chamá-la. todos os dias de manhã brincamos na cama, eu, ela e o pai dela, e ela ri muuuuito! é uma delícia!
a única coisa que tem sido um pouquinho complicada é que Mallu é um bebê-grudinho, rs. só quer colo o tempo todo! se coloco no berço ou no carrinho é briga na certa. procuro entender e respeitar a necessidade da minha pequena e dou todo o colo e segurança que ela precisa, em tempo integral. e também fazemos cama compartilhada, porque assim dormimos muito melhor, tanto ela quanto eu.
Pós-parto: meus pontos (acho que 6) caíram rápido, começaram a cair com 4 dias depois do parto e terminaram com 20, mais ou menos. tive um leve baby-blues, mas nada que me incapacitasse de cuidar da minha pequena ou que me levasse pra perto da depressão (essa que eu temia tanto).
graças a Deus tive a ajuda da minha mãe e da minha irmã nos primeiros dias, o que foi primordial pra que eu me recuperasse e me restabelecesse física e emocionalmente. e até hoje elas vêm me dar uma mãozinha com a casa pra que eu possa continuar me dedicando exclusivamente à Mallu. na verdade eu não sei o que seria de nós sem a Mi, minha irmã, que tanto nos cuida, incentiva e ama.
no começo a Chérie (minha cachorrinha) ficou muito enciumada, chorava quando eu ia amamentar a Mallu, começou a fazer xixi e cocô pela casa, queria atenção o tempo todo. mas agora elas estão se entendendo, rs. Chérie fica do lado do berço toda vez que coloco Mallu lá, e assim que ela começa a chorar Chérie vem "me buscar" pra pegá-la. fico encantada com o amor que ela sente por mim ser dividido com a 'irmãzinha' agora.
tô sofrendo com uma tendinite comum às mamães no pós-parto. meus dois punhos doem absurdamente e chega a dar fraqueza a ponto d'eu não conseguir carregar nem a Chérie (que pesa 1kg). o ortopedista disse que me passaria remédio se eu suspendesse a amamentação, mas isso não tem a mínima chance de acontecer. então recomenou imobilizar os braços (como com uma bebê de 2 meses dependendo exclusivamente de mim?) e fazer fisioterapia. como não tenho como ir fazer a fisio, pedi umas instruções pra uma prima que é fisioterapeuta. tô precisando ir na casa dela pra aprender direito os movimentos e melhorar isso logo, porque tá cada dia pior.
enfim, acho que é isso! vou tentar não deixar de postar por tanto tempo, até porque tenho sentido muita falta de escrever.
aqui umas fotos da minha delicinha cremosa <3
contar como foram os primeiros meses da minha filhota é mais difícil do que pensei, porque parece que tem muito mais tempo que ela tá aqui comigo alegrando meus dias e fazendo de mim uma pessoa melhor. mas vamos lá:
Primeiro dias: a primeira noite que passamos no hospital, logo depois dela nascer, foi super tranquila. estávamos as duas exaustas e dormimos a noite toda. só acordava quando o enfermeiro vinha fazer a massagem pra voltar o útero pro lugar e conferir se estava tudo bem.
no outro dia sempre vinham aferir minha pressão, ver a temperatura e conferir a volta do útero pro lugar o sangramento. sempre com muito respeito e carinho. era tão bem tratada lá que, quando tive algum incômodo como cólica ou dor nos pontos, nem precisei pedir e logo me trouxeram alívio.
tivemos que passar mais uma noite lá porque o parto aconteceu de madrugada e porque minha gestação era de alto risco devido à diabetes gestacional. nessa segunda noite Mallu já estava mais agitadinha, e o pai dela (que ficou ao nosso lado desde que demos entrada no hospital até sairmos) passou boas horas ninando a pequena pelos corredores.
já no hospital percebi que algo que me incomodaria muito seriam os palpites... uma senhora que acompanhava uma mãe que estava ao meu lado na enfermaria toda hora vinha palpitar em alguma coisa e tudo que eu fazia estava errado aos olhos dela. isso me irritava e me deixava nervosa e receosa.
desde o primeiro banho e a primeira troca do curativo do umbiguinho quem cuidou fui eu, as enfermeiras ensinavam como fazer com toda paciência e nos passavam muita segurança.
enfim, quando chegamos em casa eu estava exausta. bateu um desespero, um medo de não saber o que fazer dali pra frente, de não ser boa o suficiente. meu marido estava radiante de felicidade e por mais que me sentisse feliz também sentia tanto medo...
as primeiras noites foram cruéis, rs. Mallu ainda estava se alimentando só do colostro, meus peitos estavam rachados e doendo muito e não tínhamos acertado a pega correta. ela não dormia nada durante a noite e, meu marido e eu, revezávamos para niná-la pois só assim se acalmava.
no 4º dia de vida da minha pequena me bateu uma deprê horrível. tinha recebido uma visita no dia anterior que falou mal desde a manta que a menina estava usando até se intrometer em onde e como ela dormia. isso me deixou muito nevosa e desabei. me sentia incapaz de cuidar da minha filha, liguei pra minha mãe aos prantos e pedi que viesse cuidar um pouco de nós. ela veio e trouxe uma tia, cuidaram da casa, da comida e um pouquinho da Mallu pra que eu pudesse descansar. meu marido viu que eu não estava bem e me deu o apoio que eu precisava. no fim do dia eu estava bem melhor e o leite tinha 'descido'! era maravilhoso amamentar minha pequena e saciá-la com meu leite.
no 5º dia levei Mallu pra fazer o teste do pézinho e a enfermeira, super grossa durante todo o procedimento, disse que parecia que Mallu tava com icterícia séria e que eu precisava voltar com ela pro hospital. por um momento me desesperei: já imaginei que minha pequena ficaria internada e não quis levá-la. esfriei a cabeça e decidi levá-la no pediatra no outro dia só por desencargo de consciência.
levei e o pediatra disse que era icterícia tardia e não faria mal à ela, que precisava apenas de banho de sol e muito leite materno. dei banhos com chá de picão também, recomendações das avós, rs. insistiam pra que eu desse o chá pra Mallu beber mas fui firme e não dei.
Primeiros meses: o umbiguinho dela caiu com 8 dias e ficou lindamente cicatrizado! com 14 dias passou das fraldas RN pra P. aos poucos fomos nos sintonizando, nos conhecendo, e a relação que tenho com minha filha é maravilhosa. temos uma conexão incrível!
Mallu não tem rotina pra dormir, pra mamar, pra nada. estou 24hrs por conta dela e é dedicação total e exclusiva. amamento em livre demanda e amo!
no primeiro mês Mallu teve poucas cólicas e quase não deu trabalho nesse sentido. ela começou a rir pra gente, acompanhar o móbile com os olhos e não gostava mais de ficar deitada no colo. com 42 dias fomos ao pediatra e ela tava com 55cm e 4,600kgs! cresceu e engordou bastante :) ela ficou com conjuntivite química por causa do colírio de nitrato de prata e isso me deixa chateadíssima por não ter insistido mais pra que não pingassem nela depois do nascimento.
agora com 2 meses tá cada vez mais esperta, é suuuuuuper risonha, fica balbuciando "guiii", "aguu", "ééé", "aiii" e eu derreto hahaha.já não fica deitada no colo de jeito nenhum, só em pé! sustenta a cabecinha por um bom tempo e tá começando a ficar durinha. presta atenção em tudo e me procura com os olhos quando brinco de chamá-la. todos os dias de manhã brincamos na cama, eu, ela e o pai dela, e ela ri muuuuito! é uma delícia!
a única coisa que tem sido um pouquinho complicada é que Mallu é um bebê-grudinho, rs. só quer colo o tempo todo! se coloco no berço ou no carrinho é briga na certa. procuro entender e respeitar a necessidade da minha pequena e dou todo o colo e segurança que ela precisa, em tempo integral. e também fazemos cama compartilhada, porque assim dormimos muito melhor, tanto ela quanto eu.
Pós-parto: meus pontos (acho que 6) caíram rápido, começaram a cair com 4 dias depois do parto e terminaram com 20, mais ou menos. tive um leve baby-blues, mas nada que me incapacitasse de cuidar da minha pequena ou que me levasse pra perto da depressão (essa que eu temia tanto).
graças a Deus tive a ajuda da minha mãe e da minha irmã nos primeiros dias, o que foi primordial pra que eu me recuperasse e me restabelecesse física e emocionalmente. e até hoje elas vêm me dar uma mãozinha com a casa pra que eu possa continuar me dedicando exclusivamente à Mallu. na verdade eu não sei o que seria de nós sem a Mi, minha irmã, que tanto nos cuida, incentiva e ama.
no começo a Chérie (minha cachorrinha) ficou muito enciumada, chorava quando eu ia amamentar a Mallu, começou a fazer xixi e cocô pela casa, queria atenção o tempo todo. mas agora elas estão se entendendo, rs. Chérie fica do lado do berço toda vez que coloco Mallu lá, e assim que ela começa a chorar Chérie vem "me buscar" pra pegá-la. fico encantada com o amor que ela sente por mim ser dividido com a 'irmãzinha' agora.
tô sofrendo com uma tendinite comum às mamães no pós-parto. meus dois punhos doem absurdamente e chega a dar fraqueza a ponto d'eu não conseguir carregar nem a Chérie (que pesa 1kg). o ortopedista disse que me passaria remédio se eu suspendesse a amamentação, mas isso não tem a mínima chance de acontecer. então recomenou imobilizar os braços (como com uma bebê de 2 meses dependendo exclusivamente de mim?) e fazer fisioterapia. como não tenho como ir fazer a fisio, pedi umas instruções pra uma prima que é fisioterapeuta. tô precisando ir na casa dela pra aprender direito os movimentos e melhorar isso logo, porque tá cada dia pior.
enfim, acho que é isso! vou tentar não deixar de postar por tanto tempo, até porque tenho sentido muita falta de escrever.
aqui umas fotos da minha delicinha cremosa <3
1 dia de vida
1 mês
2 meses
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Mallu nasceu! - meu relato de parto normal
dia 04/01, sexta-feira, tive consulta de rotina com minha GO. estava com 37 semanas e 6 dias, e apreensiva por boas notícias. a GO fez o toque e percebeu que eu já estava com 2cm de dilatação e com o colo médio, começando a afinar. senti uma dor diferente enquanto ela fazia o toque e resmunguei, então ela disse 'dói um pouco mas vai acelerar as coisas'. na hora não me toquei do que ela tava fazendo e pensei 'quem disse que estamos com pressa?'. saí de lá radiante com a dilatação progredindo sem contrações doloridas.
no dia 05/01 meu tampão começou a sair. estava em casa com minha irmã dando uma mini-faxina e quando fui ao banheiro vi aquela 'melecona' amarelada com um pouco de sangue. achei que seria só aquilo, mas o tampão continuou saindo até o dia 07, segunda-feira. passei o fim-de-semana mais quietinha, pois tinha caído minha ficha: a GO fez descolamento de membranas SEM A MINHA AUTORIZAÇÃO, sem pelo menos me explicar do que se tratava. imaginei que em breve a bolsa romperia e eu não queria que o trabalho de parto começasse por 'empurrãozinho' nenhum da GO, queria que Maria Luiza chegasse no seu tempo.
dia 07/01, segunda-feira, saí com minha mãe e minha irmã pra comprar algumas coisas, andamos um bocado, eu estava super bem disposta. cheguei em casa e procurei artigos e livros interessantes pra ler, crente que ainda demoraria pra Mallu nascer e precisaria de algo pra calmar minha ansiedade até lá.
às 23h o Carlos (meu marido) chegou do trabalho, e quando levantei da cadeira pra abrir a porta pra ele senti um pouco de líquido quente saindo na minha calcinha. sentei de novo e fiquei pensando se era ou não a bolsa, mas em momento algum pensei que fosse xixi (como leio em vários relatos). levantei de novo e escorreu mais um pouco, aí não tive mais dúvidas que era sim a bolsa. falei pro meu marido e pensei que ela só tinha 'furado' e terminaria de romper durante a madrugada. enquanto conversava com ele, de pé na sala, senti um monte de líquido escorrer pelas minhas pernas. fiquei olhando pro Carlos com cara de boba e falei 'é hoje, Mallu vai nascer!'. fui pro banheiro e vi que o líquido tava claro e continuou saindo aos poucos. o Carlos me perguntou se iríamos pro hospital e eu disse que não, que queria esperar em casa pra ver se o trabalho de parto começava sozinho. tinha certeza que as dores iniciariam e tudo correria bem naturalmente, mas infelizmente não foi bem assim.
conversei com a Kalu no chat do facebook, nunca tínhamos nos falado antes e ela foi super atenciosa comigo. ligou aqui em casa e me perguntou como foi o rompimento da bolsa, disse que eu podia esperar até amanhecer o dia sem problemas porque o líquido tava claro e eu havia feito o exame de Streptococcus, que deu negativo.
fui deitar pra tentar dormir e descansar também, mas a ansiedade e a empolgação eram tantas que não conseguia. voltei pro computador, conversei com meus primos no facebook, liguei pra minha mãe e pra minha irmã e avisei que a bolsa tinha rompido e talvez teríamos que sair durante a madrugada pra maternidade.
o dia ia amanhecendo e nada de dores, o que começava a me preocupar. mandei mensagem também pra Monique, uma amiga querida, que respondeu com carinho em plena madrugada. mais ou menos às 7h liguei pra minha irmã e disse que poderiam vir aqui pra casa, que eu ia sair pra caminhar um pouco com o Carlos e depois iríamos pro hospital. acordei o Carlos e saímos pra caminhar, pra ver se acelerava o processo. o dia estava nublado, um friozinho gostoso que há tempos não dava as caras por aqui. enquanto caminhávamos eu só conseguia sentir felicidade: minha filha em breve estaria nos meus braços!
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| última foto do barrigão, antes de sair de casa |
chegamos no Hospital Sofia Feldman por volta de 12h e a recepção estava um pouco cheia. passei pela triagem com a enfermeira às 14h, e ela me repreendeu por ter esperado tanto tempo pra ir ao hospital. viu que eu estava com 3cm de dilatação e disse que teria que induzir o parto com ocitocina sintética. a essa altura eu já sabia que isso aconteceria, mas não nego que fiquei abalada e com muita vontade de chorar.
nos encaminharam (Carlos e eu) pro pré-parto, onde haviam outras mulheres na indução. me colocaram no soro às 15h30, e logo depois fizeram um cardiotoco. era muito tranquilizador saber que meu marido estaria ali do meu lado todo o tempo, e que minha família estava me esperando com ansiedade e carinho na recepção.
as dores não vinham, mesmo na ocitocina, e às 17h me medicaram com penicilina, porque já estava há 18hrs com a bolsa rota. senti muita queimação nas veias e até então era a pior dor que eu tinha sentido até ali, mal sabia o que viria pela frente. quando a enfermeira me avaliou novamente, viu que eu estava com quase 5cm de dilatação, e ainda sem nenhuma dor. por um momento pensei que seria uma dessas sortudas que tem um parto indolor, haha.
![]() |
| caminhando com o Carlos ainda sem dores |
![]() |
| quando as dores estavam começando |
mais ou menos às 20h trocaram o plantão das enfermeiras, e conversei com uma delas dizendo que já estava preocupada porque as dores não vinham, e ela colocou a ocitocina pra pingar mais rápido e terminou de romper minha bolsa com uma coisa que parecia uma agulha de tricô, rs. foi quase instantâneo: saí pra caminhar mais um pouco e as dores vieram. as primeiras contrações estavam de 2 em 2 minutos, e as dividi de mãos dadas com a minha mãe, o que deu muita força.
voltamos pra sala de pré-parto e eu já estava sentindo muita dor. fomos pro chuveiro, Carlos e eu, e a água quente era a melhor coisa do mundo naquele momento. fiquei mais ou menos 1h debaixo d'água e as dores começaram a apertar. quando saímos do chuveiro eu já estava resmungando alto de dor, rs. a cada contração que vinha me debruçava na cama e rebolava, o meu corpo pedia que fizesse isso. a enfermeira fez massagem durante uma contração e o Carlos passou a repetir algumas vezes, era muito aliviador.depois de algum tempo foram me avaliar e eu estava com 6cm, então me passaram pra sala de parto. fomos pro quarto Chica da Silva, e quando chegamos fiquei deslumbrada de como era lindo e acolhedor. grandes janelas que mostravam uma noite linda lá fora, um banheiro enorme com bola de pilates e cadeira embaixo do chuveiro, a cama inclinada e uma banheira ali do lado.
as dores já eram muito intensas e eu sentia vontade de fazer força, à essa altura já estava na 'partolândia', uma espécie de transe inexplicável. fomos mais uma vez pro chuveiro, o Carlos me passava muita força e muito carinho em cada toque, em cada massagem, cada volta que dava pelo quarto carregando o soro, cada palavra de incentivo.
quando as dores vinham, cada vez mais fortes e duradouras, eu ficava de quatro no chão do banheiro e agarrava a bola de pilates. eu estava muito, muito, muito cansada porque estava há muito tempo sem dormir - quando as contrações davam um tempinho eu cochilava em pé. entre uma contração e outra (se é que havia intervalos entre elas, rs) tentava me deitar na cama pra descansar, mas assim que vinha outra contração era impossível ficar ali deitada, a dor era muito grande. fiquei com muito medo desse cansaço todo me atrapalhar na hora do expulsivo, e decidi que precisava da anestesia pra tentar descansar um pouco. pedi pro Carlos chamar a enfermeira, eram mais ou menos 22h30 e ela disse que não poderia me dar a anestesia porque ainda estava com 6cm (mas não me avaliou novamente antes disso) e seria perigoso pra bebê, e que 1h voltariam pra ver como estava minha dilatação. eu fiquei muito nervosa mas tentei aguentar mais um tempo, que não foi muito. pedi pro Carlos ir novamente atrás de outra enfermeira, a essa altura eu já repetia 'eu não vou aguentar, eu não aguento mais' e tinha medo que isso realmente fosse verdade. a outra enfermeira veio e disse que me dariam a anestesia, e nos levou pra 'sala' do anestesista. ele estava ocupado com outro procedimento e ficamos ali esperando mais ou menos 1 hora, com contrações fortíssimas e muita vontade de fazer força. o espaço era muito pequeno e eu precisava me movimentar, nessas horas só as massagens do Carlos aliviavam as dores.
o anestesista chegou, me pediu pra sentar na maca e explicou como seria a anestesia. enquanto me preparava pra recebê-la eu sentia contrações e era praticamente impossível ficar naquela posição, acho que dei boas mordidas no Carlos nessa hora, rs. senti uma picadinha á toa e algo como um líquido gelado escorrendo pelas costas, mas não era nada comparado à dor que estava sentindo. me deitei na maca e o anestesista pediu que o Carlos fosse conversando comigo pra ver como eu ia reagindo à anestesia, mas assim que as contrações passaram eu dormi. estava muito cansada, e precisava de um cochilo mais que de qualquer coisa. acontece que eu não sentia mais contrações, mas sentia muita dor na vagina e vontade de empurrar. o anestesista viu que eu chorava e perguntou se não tinha passado a dor, contei o que estava sentindo e ele buscou a enfermeira dizendo que provavelmente meu bebê já estaria quase nascendo. quando ela fez o toque viu que eu estava com quase 10cm e disse que teríamos que voltar pra sala de parto. minhas pernas estavam um pouco fracas, mas consegui ir andando apoiada no Carlos.
chegando lá me deitei na cama e comecei a fazer força, a enfermeira ia avisando quando minha barriga endurecia. nessa posição eu não conseguia mandar a força pro lugar certo, então colocaram um arco de ferro em cima da cama e me ensinaram como fazer força de cócoras. ainda assim era difícil porque eu não sentia as contrações, só os puxos lá embaixo que eram muito fortes. aos poucos fui entendendo como era a força que devia fazer, a enfermeira (Bruna) era super atenciosa e paciente, me incentivava entre uma força e outra e explicava como devia fazer.
fiz força bastante vezes, não era tão rápido quanto imaginei que seria. comecei a sentir uma queimação enorme na vagina e percebi que era a cabeça da Mallu coroando, mas assim que parava de fazer força ela voltava. pedi pro Carlos ir pegar água pra mim, estava exausta, precisava me reanimar. falei pra Bruna que estava com vontade de fazer cocô e ela disse que era normal, que era minha filha querendo sair. fiz mais algumas forças e percebia que a cabeça descia mais um pouco a cada vez. perguntei se já ia nascer e a Bruna disse que sim, então pedi pro Carlos ir chamar minha irmã que também assistiria o parto. nem vi quando os dois entraram na sala, só foi muito bom ver o rosto deles ali, me dando força, me incentivando, acreditando que eu seria capaz. era muito confortador.
mais algumas forças bem longas e a Mallu estava quase saindo, mas não terminava nunca. foi numa força longa, na qual percebi que Mallu nasceria, que a Bruna percebeu que minha filha estava com a mãozinha no rosto e o bracinho todo pra frente, e me pediu pra deitar. com as mãos ajudou a saída da Mallu. senti uma ardência e queimação enormes enquanto ela saía, mas ao mesmo tempo um alívio inexplicável.
quando o cordão parou de pulsar, a enfermeira o clampeou e pedi que o Carlos cortasse. ele cortou e depois a Bruna foi tirando minha placenta e perguntou se eu queria vê-la, o que assenti. ela me mostrou e explicou o que era cada parte, a bolsa e etc. depois veio um médico tirar um resto de membrana que tinha ficado em mim. tudo isso doía e a cada dor que eu sentia Mallu chorava forte, fiquei absurdada de perceber a conexão imensa que tínhamos. ao ouvir minha voz ela ficava calminha de novo, fiquei conversando com ela todo o tempo enquanto me costuravam. tive uma laceração de 1º grau e graças a Deus não precisei de episiotomia (era meu outro pavor).
minha irmã teve que ir embora, e se despediu me dando os parabéns e dizendo que minha filha era linda. tive vontade de abraçá-la, pena que não pude. pedi que minha mãe entrasse rapidinho só pra ver a neta, já que havia esperado do lado de fora o dia todo, mas infelizmente não foi possível.
a enfermeira então disse que aplicaria a vitamina K e eu perguntei se aplicaria o colírio de nitrato de prata, estava ainda em outro mundo, ela disse que sim e eu não consegui discutir (o que me arrependo até hoje). depois ela foi limpar e vestir Mallu, e pediu que o Carlos fosse comigo enquanto eu tomava banho.
tomei banho tranquilamente, só assustada com o tanto de sangue que saía. não senti nenhuma tontura ou algo do tipo, estava ótima, só os pontos incomodavam um pouco.
depois fomos pra enfermaria e o Carlos buscou um lanche pra mim. comi e dormimos, estávamos os três exaustos. sem dúvida alguma foi a melhor noite da minha vida.
meu parto não foi natural da forma como sonhei, mas sem dúvidas foi exatamente como eu precisava. uma experiência única e maravilhosa, indescritível. sei que se eu tivesse ido pra qualquer hospital do meu convênio teria caído numa cesárea desnecessária, e tenho muito orgulho de mim mesma por ter batalhado pelo meu parto normal até o fim. consegui, junto da minha filha, o parto que merecíamos: humanizado, cheio de respeito e carinho.
sou muito grata à Mallu que trabalhou junto comigo durante todo o nosso trabalho de parto, que foi forte e guerreira. grata ao Carlos, ele foi mais que marido e pai, foi um companheiro maravilhoso, pariu Mallu junto comigo. passar por isso juntos fortaleceu muito nosso amor e nossa união.
também sou muito grata à minha mãe, pela mão forte que segurava a minha nas primeiras contrações, e tudo o que isso significou. aos meus irmãos que estavam ali sintonizados em amor e ansiedade pela chegada da sobrinha, com tanto afeto e paciência..
à todos os funcionários do Hospital Sofia Feldman, que me trataram com respeito e carinho desde o momento que cheguei até quando fomos embora.
e principalmente à Deus por ter estado ao nosso lado a cada dia da gestação e durante o parto, me dando de presente uma menina saudável e maravilhosa, que mudou completamente minha vida pra muito melhor.
pra quem tem dúvida entre parto normal e cesárea, não vou ficar falando sobre dados estatísticos ou pesquisas... só quero dizer pra confiarem no seu corpo e se darem a chance de viver essa experiência única e maravilhosa que é dar à luz sua própria cria.
pari Maria Luiza com 38 semanas e 4 dias, no dia 09/01/2013 às 00:33, pesando 2,875kgs e medindo 47cm, com apgar 9/10, no quarto Chica da Silva do Hospital Sofia Feldman. e desde então o mundo ficou absurdamente mais lindo.
agora a criança sou eu
agora sinto um gosto doce
agora vejo a cor azul
agora a mão de quem me trouxe
agora é só meu corpo nu
agora eu nasço lá de fora
agora minha mãe é o ar
agora eu vivo na barriga
agora eu brigo pra voltar
agora
| minha família ♥ |
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